O mercado global de pet food está continuamente em busca de ingredientes inovadores e funcionais. Nesse contexto, os pulses – como feijões, ervilhas, lentilhas e grão-de-bico – vêm ganhando espaço relevante por serem reconhecidos como ingredientes sustentáveis e por proporcionarem um excelente perfil nutricional.
Os pulses são ricos em proteínas, apresentam elevado teor de fibras e contêm amido de digestão lenta. Quando incorporados de forma adequada em pet food, os pulses possibilitam o desenvolvimento de alimentos que auxiliam no controle glicêmico em cães e contribuem para a sensação de saciedade, especialmente em animais com tendência ao ganho de peso. Além disso, são amplamente utilizados em formulações plant-based para garantir níveis adequados de proteína na dieta. Pulses apresentam excelente sinergia com proteínas de origem animal, sendo facilmente incorporados também em formulações meat-based.
Uso já consolidado no setor
O uso de pulses na indústria de pet food não é uma novidade e acontece desde a década de 1990, quando fabricantes passaram a buscar diferenciação de mercado por meio do desenvolvimento de produtos grain-free, nos quais eram necessárias fontes alternativas de carboidratos em substituição aos ingredientes tradicionais (milho, trigo, arroz e outros grãos).
Formulação e processamento: fatores-chave para o desempenho nutricional
Tão importante quanto a escolha de um ingrediente com excelente qualidade nutricional é sua correta aplicação. O sucesso do uso de pulses em pet food depende diretamente de formulações e de processos produtivos adequados.
A maior parte dos carboidratos de origem vegetal apresenta melhor digestibilidade para os cães e gatos após o cozimento. Na produção de alimentos secos para pets, o processo de extrusão desempenha papel fundamental na redução ou até eliminação de fatores antinutricionais presentes em alguns pulses, como os feijões.
Crescimento do mercado e novas demandas dos tutores
Segundo o relatório Pet Food Market – Global Opportunity Analysis and Industry Forecast, 2025–2034, publicado pela Allied Market Research, o mercado global de alimentos para pets deve crescer de US$ 128,7 bilhões em 2024 para US$ 226,53 bilhões até 2034, representando uma taxa composta de crescimento anual de 6,1% no período.
Essa expansão acompanha mudanças importantes no comportamento dos tutores, que vêm priorizando cada vez mais a longevidade, a saúde e o bem-estar dos seus pets. Paralelamente, cresce também a preocupação com sustentabilidade e origem ética dos ingredientes utilizados na alimentação dos animais.
A indústria de pet food já estava no seu mapa de oportunidades?
Giovanna Nunes é graduada em Medicina Veterinária, possui mestrado em Ciências e MBA em Gestão de Projetos Inovadores. Atua desde 2013 na indústria de alimentação e saúde animal e, desde 2018, trabalha com foco em desenvolvimento de mercados internacionais e exportação. É fundadora e consultora da Barkz, empresa dedicada a proporcionar suporte abrangente às indústrias de produtos para pets que buscam expandir suas vendas para mercados internacionais.
